De tempos em tempos, uma grande revolução acontece e transforma tudo. Neste domingo (2), o Brasil finalmente conquistou seu primeiro Oscar.
A vitória foi com “Ainda Estou Aqui”, marcando o retorno do Brasil à categoria de Melhor Filme Internacional após 26 anos. A última indicação do país havia sido em 1999, com “Central do Brasil”.
Embora seja um prêmio de grande prestígio, o Oscar é frequentemente menosprezado por uma parte dos cinéfilos. Alguns o veem como um mero concurso de popularidade, que nem sempre valoriza a diversidade do cinema em termos de estilos, gêneros, atuações e nacionalidades.
As críticas ao prêmio, embora muitas vezes contundentes, têm seu fundo de verdade, mas é inegável que, enquanto símbolo, a estatueta representa muito. Para um filme estrangeiro, por exemplo, conquistar o Oscar pode abrir portas para novas parcerias e co-produções.
O prêmio é visto no imaginário popular como um símbolo de reconhecimento da “Meca do cinema”, e quem, de fato, negaria oportunidades a um realizador, ator ou até mesmo a um país que acaba de levar um troféu para casa? Bastante improvável.
O sucesso de “Ainda Estou Aqui” no cinema nacional vai além de um simples reconhecimento. A produção se tornou um fenômeno de bilheteira.
No Brasil, já figura entre os 15 filmes nacionais mais assistidos de todos os tempos – e agora, com a vitória no Oscar, é possível que o filme permaneça ainda mais tempo em cartaz nas salas de cinema.




