O Brasil registrou 1,242 milhão de tentativas de fraudes em janeiro de 2025, o maior volume registrado na série histórica do indicador Tentativas de Fraude da Serasa Experian, iniciada em janeiro de 2023.
O número representa um crescimento de 41,6% em relação a janeiro de 2024 e equivale a uma tentativa de fraude a cada 2,2 segundos. Os dados foram obtidos em primeira mão pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
“O volume recorde registrado em janeiro evidencia o avanço das fraudes e a necessidade de tecnologias de prevenção cada vez mais robustas. O compromisso das empresas deve ser o de identificar e prevenir essas ações antes que gerem prejuízos para consumidores e para os próprios negócios”, afirma o diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Caio Rocha.
O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude – Consumidor é resultado do cruzamento de dois conjuntos de informações das bases de dados:
- Total de consultas de CPFs efetuado mensalmente na Serasa Experian;
- Estimativa do risco de fraude, obtida por meio da aplicação dos modelos probabilísticos de detecção de fraudes desenvolvidos pela Serasa Experian, baseados em dados brasileiros e tecnologia Experian global já consolidada em outros países.
O indicador é constituído pela multiplicação da quantidade de CPFs consultados (item 1) pela probabilidade de fraude (item 2), além da adição do volume de tentativas de fraudes registradas pela companhia referentes a verificação de documentos, biometria facial e verificação cadastral.
O setor de Bancos e Cartões foi o principal alvo dos golpistas, com 52,5% das diligências. Na sequência, apareceram os segmentos de Serviços (33,6%), Financeiras (6,4%), Telefonia (5,9%) e Varejo (1,5%).
Na análise por modalidade, quase metade das tentativas de fraude (49,4%) foi detectada por meio de inconsistências na verificação cadastral, como divergências em dados pessoais ou endereços.
Já as tecnologias de autenticação biométrica e análise documental foram responsáveis por identificar 44% dos casos. A verificação de dispositivos, que avalia comportamentos suspeitos em aparelhos e navegadores, respondeu por 6,5% das ocorrências.
Segundo Rocha, a estratégia de autenticação em camadas, combinada com inteligência de dados, tem sido essencial para antecipar riscos e fortalecer a segurança digital.
As tentativas de fraude continuaram mirando, principalmente, a população economicamente ativa. Em janeiro, pessoas entre 36 e 50 anos foram as mais visadas, concentrando 32,9% das ocorrências. Na sequência, as faixas de 26 a 35 anos (26,7%), até 25 anos (15,5%), 51 a 60 anos (13,3%) e acima de 60 anos (11,6%).




