A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou nesta quinta-feira (24), em entrevista ao Bastidores, que o Bolsa Família, no nível atual, pode estar estimulando a informalidade entre os beneficiários.
“Em alguns momentos, a gente verifica que o Bolsa Família, no nível que está, ele, de uma certa forma, estimula a informalidade. Não é que ele seja o fator principal da informalidade, nós temos ‘N’ razões para a informalidade”, disse.
Tebet ressaltou que o governo está zelando por um programa essencial, mas que precisa ser aprimorado.
No entanto, segundo ela, as mudanças devem ocorrer a partir de 2026.
“O Bolsa Família é um programa essencial, que precisa ser preservado. Qualquer revisão mais ampla, estrutural, só pode ser feita com calma, a partir de 2026, com base em dados e diálogo com a sociedade”, pontuou.
As falas da ministra ocorrem após a divulgação de um relatório técnico do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), que avalia impactos do Bolsa Família no mercado de trabalho.
O documento aponta que a chamada regra de proteção — que permite a manutenção parcial do benefício para famílias que superam ligeiramente o limite de renda de R$ 218 por pessoa — pode não incentivar suficientemente a formalização do emprego.
A avaliação será encaminhada ao Ministério do Desenvolvimento Social como subsídio técnico para futuras discussões sobre eventuais mudanças nas regras do programa.
Tebet destacou que o objetivo do governo é justamente fortalecer o programa. Segundo ela, o dado não diminui a importância do programa, mas mostra que o governo está “zelando” pelo modelo que precisa ser “melhorado”.




