Tarifaço de Trump: entenda os impactos para o agronegócio brasileiro

Tarifaço de Trump: entenda os impactos para o agronegócio brasileiro

O Brasil foi incluído no grupo com a taxação mínima de 10% imposta pelo governo de Donald Trump aos produtos importados, conforme lista divulgada nesta quarta-feira (2), também chamada pelo republicano de “Dia da Libertação”.

Apesar de estar distante das tarifas aplicadas a outros países — com um máximo de 50% —, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia que a ação contra o Brasil causará um impacto considerado “crítico” ou “alto” em 19 produtos do agronegócio.

O país governado por Donald Trump é o terceiro principal destino dos produtos agropecuários brasileiros, atrás apenas da China e da União Europeia.

Segundo a CNA, os produtos mais afetados pela taxação serão aqueles em que o Brasil é o maior fornecedor do mercado americano e não enfrenta concorrência relevante de outros produtores, sendo o único ou o principal afetado.

É o caso do café verde e do suco de laranja, por exemplo, que têm os Estados Unidos como um dos principais compradores.

Entre os produtos críticos, está a carne bovina industrializada. Isso significa que o desvio do fluxo de importação é praticamente impossível, dado o alto grau de dependência do mercado americano, na avaliação da CNA.

Já o suco de laranja e o café verde têm impacto classificado como “alto”, o que sinaliza que esses produtos encontrarão dificuldades para serem absorvidos por outros mercados.

“A elevação das alíquotas de importação sobre estes produtos pode minar a competitividade do Brasil neste mercado, impactando os rendimentos do produtor. No caso dos sucos de laranja, os EUA contam com alguma produção no mercado doméstico, que seria muito favorecida em relação à alternativa brasileira”, diz a CNA em nota técnica.

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