Inovação e tecnologia a serviço de cidades mais resilientes. A temática deste ano do South Summit Brazil aborda a resiliência. Conceito que, segundo o CEO do evento, Wagner Lopes, vai além do viés ambiental.
“A gente entende resiliência como a capacidade de criar organizações, estados, empresas mais fortes, que consigam se adaptar e reagir rapidamente a dinâmica atual que a gente vive. Na perspectiva climática, mas também em outros desafios”, explica Wagner.
Uma solução voltada ao tema foi trazida pela Startup TideSat. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul criaram um sensor que consegue fazer a medição da água a longa distância utilizando sinais de satélites como GPS, que refletem na superfície da água.
Ao contrário dos sensores tradicionais, esse equipamento poderia ficar protegido mesmo em contextos climáticos extremos, como foi o caso da enchente.
Também é um sensor de baixo custo, fácil instalação e que opera com energia solar, enviando dados em tempo real.
“Hoje nós temos duas soluções principais no mercado para fazer monitoramento: uma delas é a régua, de forma mais simples e bastante utilizada, e outra são sensores, por exemplo, radar de pressão. Muitas vezes, eles precisam ficar diretamente sobre a água, por isso são danificados no meio de uma enchente, por exemplo”, diz o pesquisador e COO da TideSat, Vitor Hugo de Almeida Júnior.
“É extremamente importante que a gente tenha esse tipo de monitoramento para que as pessoas possam saber em que momento está aquela enchente, como está se desenrolando aquele evento, para que possam tomar a decisão de, por exemplo, sair de casa com antecedência e ter mais segurança”.
Outra solução pretende tornar o sistema alimentar mais resiliente e sustentável a partir da produção de uma proteína feita de micélio – estrutura que forma o cogumelo.




