O chefe do Estado-Maior do Exército, general Richard Nunes, disse que os “recursos alocados [na Força] estão muito aquém do necessário”.
A declaração foi dada nesta quinta-feira (3), durante cerimônia de promoção de seis novos oficiais generais.
“Temos de estar devidamente preparados, mas os recursos alocados estão muito aquém do necessário, o que nos impõe racionalização e criatividade”, afirmou Nunes.
A ponderação ocorre num momento em que o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, corre para aprovar a chamada Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previsibilidade, que assegura no orçamento anual o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Defesa Nacional.
Depois de um ano e meio parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na quarta-feira (2), a proposta foi distribuída a um relator.
O escolhido foi o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso.
O texto é de autoria do senador Carlos Portinho (PL-RJ) e prevê uma regra de transição em que a União partirá dos atuais 1,2% do PIB até chegar a 2% em oito anos — meta estabelecida pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).




