O deputado Pedro Lucas (União-MA) é cotado para ser o novo ministro das Comunicações, responsável por políticas e serviços de radiodifusão, telecomunicações e postais do país.
A movimentação ocorre após o então chefe da pasta, Juscelino Filho, também filiado à sigla, pedir demissão nesta terça-feira (8). Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares enquanto atuava como deputado.
A expectativa é que o Ministério das Comunicações continue sob o comando do União Brasil, que também ocupa outros dois na Esplanada: o do Turismo, com Celso Sabino, e o da Integração e do Desenvolvimento Regional, que, apesar de ser comandado por Waldez Góes, do PDT, partiu de uma indicação da legenda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinaliza aval para Pedro Lucas assumir a pasta.
Pedro Lucas Fernandes foi eleito para a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2019. Em 2022, ele foi reeleito com 159.786 votos, sendo o segundo mais votado do Maranhão.
Ele iniciou na vida pública como vereador, em 2013, atuando na Câmara Municipal de São Luís por sete anos, sendo filiado ao PTB — hoje PRD.
Natural da capital maranhense, o parlamentar é filho do também ex-deputado Pedro Fernandes (União), atual prefeito de Arame, município localizado no interior do estado.
O deputado é formado em Administração com especialização em Planejamento Governamental.
Em 2017, ainda em seu mandato de vereador, Pedro Lucas foi indicado para ocupar o cargo de presidente da Agência Executiva Metropolitana (Agem) do Maranhão pelo então governador do estado, Flávio Dino. Hoje, Dino, como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), é relator do caso de Juscelino Filho.
Pedro Lucas foi o primeiro presidente da estatal, que surgiu naquele ano com o objetivo de “gerir o processo de metropolização da Região Metropolitana da Grande São Luís” e “e implantar as Funções Públicas de Interesse Comum”, como saneamento básico, resíduos sólidos e mobilidade urbana.




