Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) levantou suspeitas sobre as viagens internacionais do presidente da Previ, João Fukunaga, e a compra de ações da Vibra pelo fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
A área técnica do TCU apontou que investimentos da Previ podem estar sendo usados como pretexto para garantir cargos em conselhos de empresas — posições que oferecem remunerações elevadas a indicados do próprio fundo.
Determinados aportes, como a compra de ações da Vibra (antiga BR Distribuidora), podem ter contrariado a política da Previ de reduzir a exposição em renda variável.
As decisões de investimento, segundo o relatório, podem ter tido como objetivo viabilizar assentos em conselhos de administração, favorecendo pessoas próximas à atual gestão.
Os auditores identificaram que, embora a Previ afirmasse estar em processo de redução da carteira de renda variável, houve a ampliação da participação na Vibra.
O TCU também vê indícios de irregularidades nas viagens internacionais realizadas pelo presidente da Previ, João Fukunaga, no cargo desde o início de 2023.
Segundo trecho do voto do relator do caso, ministro Walton Alencar Rodrigues, apresentado nesta quarta-feira (9), as viagens de Fukunaga para países como Japão e Portugal – “em íntima confraternização com notórios negociantes do mercado” – não passaram despercebidas pelo TCU.
Para o relator, o padrão dos encontros e o perfil das pessoas envolvidas revela “a proximidade da alta direção da Previ com pessoas de fora da Previ, bastante conhecidas pelos métodos não ortodoxos de atuação nos vários setores da administração pública”.




