O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse que a prefeitura pedirá à Justiça para entrar no processo para defender a troca de nome da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para Polícia Municipal, após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) rebater a aprovação do projeto.
“Nós já não temos a Polícia Penal, a Polícia Ferroviária e a Polícia Científica? Nós já temos uma situação de 7,5 mil homens que atuam contra criminosos? Se eles praticam esse trabalho, por que não podem ser chamados de Polícia Municipal?”, questionou Nunes, em entrevista nesta segunda-feira (17).
Na quinta-feira (13), a Câmara Municipal, com o apoio de Nunes, aprovou um projeto que permite chamar a GCM de Polícia Municipal.
O chefe do Executivo disse que a prefeitura entrará no processo como amicus curiae – uma terceira parte para ajudar com contribuições.
“A Polícia Municipal já exerce este trabalho fundamental, inclusive a decisão do STF reconhece o trabalho de policiamento ostensivo e policiamento comunitário. Quem faz policiamento é ‘polícia’. É simples assim”, complementou.
Nunes ainda afirmou que mais de 850 foragidos da Justiça foram presos pela Polícia Municipal nos últimos meses e destacou que esses foragidos eram de alta periculosidade, além de mais de 2 mil flagrantes realizados.




