Os contratos futuros do café arábica negociados na bolsa ICE atingiram seu nível mais baixo em um mês nesta quinta-feira (27), com o aumento das preocupações de que o consumo possa cair em resposta aos altos preços.
O café arábica caiu 13,2 centavos de dólar, ou 3,4%, a US$ 3,788 por libra-peso, atingindo seu valor mais baixo desde o final de fevereiro, US$ 3,7560.
O corretor e consultor Michael J. Nugent disse que o mercado continua “focado como um laser” nas chuvas no Brasil — fundamentais para a formação da próxima safra e para a recomposição dos estoques globais esgotados.
No entanto, ele acrescentou: “Estamos cada vez mais preocupados com a possibilidade de os preços recordes colidirem com o enfraquecimento da confiança do consumidor”.
Torrefadores como a Nestlé e a JDE Peet’s, fabricante da Douwe Egberts, estão atualmente em conversações com varejistas sobre o repasse dos custos decorrentes da quase duplicação dos preços do café arábica no último ano.
Chuvas devem ocorrer periodicamente nos próximos 10 dias nas áreas cafeeiras do Brasil.
O café robusta caiu 1,5%, a US$ 5.361 a tonelada métrica, tendo atingido seu valor mais baixo em um mês, de US$ 5.280.




