Polícia faz operação contra Comando Vermelho e PCC no Rio de Janeiro

Polícia faz operação contra Comando Vermelho e PCC no Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira (10), uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro que envolve o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), as duas maiores facções criminosas do Brasil.

Equipes cumprem 46 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e em municípios do estado de São Paulo durante a Operação Contenção. Segundo a Secretaria de Polícia Civil do Rio (Sepol), essa é a maior operação já realizada contra o Comando Vermelho no estado.

A ação visa o núcleo financeiro do Comando Vermelho, que movimentou cerca de R$ 6 bilhões em um ano. A investigação aponta que o núcleo possui ligação direta com o PCC, em São Paulo. A polícia solicitou o bloqueio do valor movimentado, o que representa o maior pedido de bloqueio patrimonial da história da Polícia Civil do Rio.

A ação é realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) e da Polícia Civil de São Paulo.

Na capital fluminense, os agentes cumprem mandados na zona Oeste do Rio de Janeiro, onde a polícia tenta conter e atacar o avanço territorial da facção criminosa.

Até o momento, duas pessoas foram presas em flagrante durante a operação. Um homem foi detido em São Paulo e uma mulher foi presa na comunidade do Fallet, no Rio de Janeiro.

A Secretaria Municipal de Educação informou que, na região da Maré, 42 unidades escolares foram impactadas pelas operações policiais em curso.

De acordo com a investigação, o núcleo financeiro do Comando Vermelho tem ramificações em São Paulo e tem ligação direta com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a polícia, o grupo atuava no esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Para isso, eles usam uma rede estruturada que inclui bancos digitais, fintechs, intermediadoras de pagamento ilegais, empresas de fachada e plataformas contábeis, tudo sem autorização do Banco Central.

O objetivo da operação é asfixiar financeiramente o crime organizado, atingindo a base logística e cortando o dinheiro que é usado para compra de armas e drogas. A investigação apontou ainda que esses recursos também financiam as disputas por expansão territorial em comunidades da zona oeste do Rio.

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