A Polícia Federal abriu um inquérito nesta terça-feira (1º) para apurar um possível vazamento de informações do inquérito da “Abin paralela“, que investiga uma estrutura ilegal dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O inquérito apura se servidores cedidos utilizaram ferramentas e serviços da agência para a prática de ações ilícitas no governo anterior.
A abertura deste novo inquérito sobre possível vazamento ocorre após a revelação de que um servidor da Abin depôs à PF e afirmou que a agência realizou uma operação hacker contra o governo do Paraguai durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi confirmada.
De acordo com os depoentes, foi utilizado o programa Cobalt Strike para invadir dispositivos do governo paraguaio. Essa ferramenta é usada para intrusão em computadores e teria sido empregada para obter dados relacionados à negociação da Usina Hidrelétrica de Itaipu, incluindo valores negociados para a venda de energia gerada pela binacional.
Os servidores afirmam que os ataques não partiram do Brasil, mas foram realizados a partir do Chile e do Panamá, após a instalação de usuários virtuais nessas localidades.
Um integrante da cúpula da PF disse que é necessário esclarecer se o atual diretor da Abin tinha conhecimento da operação e se consentiu com a ação.
A Abin ainda não se pronunciou sobre o caso.




