Os preços do ouro se recuperaram e encerraram em alta nesta terça-feira (8) após atingirem na véspera o menor nível em quase quatro semanas, pressionados por realização de lucros e cobertura de posições.
A retomada foi impulsionada pelo aumento das preocupações com uma guerra comercial global, que reacendeu a busca por ativos de proteção.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do ouro para junho subiu 0,56%, fechando a US$ 2.990,2 por onça-troy, após ter tocado na segunda-feira (7) o menor nível desde 13 de março, segundo dados da Tickmill.
O ressurgimento do medo de recessão e o agravamento das tensões comerciais sustentaram a retomada do ouro, afirma Joseph Dahrieh, da Tickmill. O ouro chegou a atingir a máxima em 3.037,2 por onça-troy durante esta manhã, mas voltou a operar abaixo dos US$ 3.000 após a Casa Branca confirmar que as tarifas de 104% sobre produtos chineses entram em vigor amanhã, segundo reportagem da Fox.
Pequim prometeu “lutar até o fim” contra as tarifas e levou a disputa para a Organização Mundial do Comércio (OMC). A Comissão Europeia, por sua vez, deve votar amanhã contramedidas comerciais que entrarão em vigor em 15 de abril.




