A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu negar, por unanimidade, o pedido inicial de cancelamento da delação premiada de Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
O ministro relator, Alexandre de Moraes, afirmou que a delação foi voluntária e que em nenhum momento houve pressão ou interferência da Corte para que ela ocorresse.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro questionou a delação premiada do militar e pediu para que fosse cancelada.
“É verdade que todos os elementos estão nos autos, a conversa de Cid está nos autos, o que não está é a completude da mídia”, afirmou Celso Vilardi, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Todos os ministros votaram para que o acordo de colaboração premiada de Mauro Cid fosse mantido.
O depoimento do tenente-coronel embasa a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que acusa o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras pessoas, entre civis e militares, de envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil após o resultado das eleições gerais de 2022.
Cristiano Zanin avaliou que o depoimento “atende exatamente os termos da lei”.




