A Meta começará a ser julgada nos Estados Unidos a partir desta segunda-feira (14).
O governo dos EUA está avançando com um caso antitruste de grande sucesso, alegando que a empresa de Mark Zuckerberg construiu ilegalmente um “monopólio de rede social” por meio de anos de “conduta anticompetitiva”.
Se o juiz ficar do lado do governo, a Meta poderá ser forçada a se desmembrar vendendo o Instagram e o WhatsApp, e outras gigantes da tecnologia poderão ser notificadas.
Mas há outra questão: se o presidente Donald Trump irá intervir de alguma forma.
A agência responsável pelo caso, a Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês), opera historicamente com um grau notável de independência, o que significa que os investigadores foram protegidos de pressão política.
No entanto, Trump expandiu essas normas em todo o Poder Executivo durante seu segundo mandato.
Ao mesmo tempo, Zuckerberg se esforçou ao máximo para forjar uma aliança com Trump por meio de jantares privados, aparições públicas e mudanças na plataforma da Meta.
Zuckerberg comentou com os funcionários da Meta em janeiro que “agora temos a oportunidade de ter uma parceria produtiva com o governo dos Estados Unidos” e “vamos aproveitá-la”.
Zuckerberg foi visto pela última vez na Casa Branca em 2 de abril; no mesmo dia, o The New York Times e o The Wall Street Journal relataram que ele estava pressionando Trump para resolver o caso da FTC.




