A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é contra uma solicitação de Filipe Martins, que foi assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para impedir os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin de atuarem no julgamento sobre uma tentativa de golpe de Estado em 2022.
No requerimento, Martins questionou também a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Os ministros, por maioria, rejeitaram o pedido para barrar Dino, Zanin e Gonet. Ainda não há maioria, no entanto, sobre o relator do caso, Alexandre de Moraes.
Isso porque o ministro André Mendonça divergiu nesse ponto ao computar seu voto e disse reconhecer o “impedimento objetivo” de Moraes.
Até a última atualização, haviam votado o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e os ministros Edson Fachin, Nunes Marques e Luiz Fux.
Barroso argumentou que os acontecimentos “são incompatíveis com as hipóteses de suspeição e impedimento” e citou que situações parecidas foram julgadas após pedido da defesa de Bolsonaro.




