Mãe de jovem morta por salvadorenho comparece à coletiva da Casa Branca

Mãe de jovem morta por salvadorenho comparece à coletiva da Casa Branca

A Casa Branca convidou Patty Morin, mãe da jovem assassinada de Maryland, Rachel Morin, como “convidada especial“ para a coletiva de imprensa desta quarta-feira com os repórteres.

A administração Trump procurou chamar atenção para o assassinato de Morin esta semana, enquanto crescia a controvérsia em torno do caso do homem de Maryland, Kilmar Armando Abrego Garcia, que foi deportado por engano.

Victor Antonio Martinez-Hernandez, fugitivo de El Salvador, foi condenado na segunda-feira pelo assassinato de Morin em 2023.

Ela foi morta ao longo de uma trilha de caminhada em Bel Air, em agosto de 2023, segundo as autoridades.

Em uma entrevista à Fox News na noite passada, Patty Morin disse que acreditava que “a justiça foi feita” após a condenação de Martinez-Hernandez.

Morin, junto com seu filho Michael e sua neta Clementine, visitou a Casa Branca em janeiro para a assinatura do Laken Riley Act, onde Trump a agradeceu pessoalmente por comparecer à cerimônia.

A Casa Branca criticou duramente, nesta quarta-feira, a viagem do senador democrata Chris Van Hollen a El Salvador, feita em apoio a Kilmar Abrego Garcia, o salvadorenho de Maryland que foi deportado por engano e está detido na mega prisão conhecida como CECOT.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Kilmar Abrego Garcia “não é um pai de família de Maryland”, acusando-o de ser integrante da gangue MS-13. Ela acrescentou que, caso ele retorne aos Estados Unidos, será deportado novamente.

Mais cedo, o senador Van Hollen afirmou que as autoridades salvadorenhas lhe negaram acesso a Kilmar Abrego Garcia.

Segundo advogados, Abrego Garcia, de 29 anos, deixou El Salvador aos 16 anos para fugir da violência relacionada a gangues.

Em 2019, ele recebeu uma ordem de proteção para permanecer nos Estados Unidos. Ele nunca foi acusado ou condenado por nenhum crime, de acordo com seus advogados, que negam a acusação do Departamento de Justiça de que ele pertença à gangue criminosa MS-13.

Além de Abrego Garcia, o governo Trump deportou centenas de pessoas — a maioria venezuelanos — para El Salvador sob a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798, alegando vínculos com gangues, sem apresentar provas e sem julgamento.

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