Lupi diz que 25% dos gastos em Previdência retornam ao governo via impostos

Lupi diz que 25% dos gastos em Previdência retornam ao governo via impostos

O ministro Carlos Lupi (PDT), em entrevista à nesta quinta-feira (17), defendeu veementemente a importância dos gastos da Previdência Social para a economia brasileira. Segundo o titular da pasta da Previdência, esses dispêndios não apenas cumprem uma obrigação constitucional mas também desempenham um papel crucial na circulação de recursos e na sustentação de milhões de brasileiros.

Lupi enfatizou que a Previdência é um orçamento obrigatório, estabelecido pela Constituição de 1988, e não uma mera gentileza governamental. “Previdência não é favor, Previdência não é uma gentileza governamental, é uma obrigação constitucional com um dinheiro carimbado”, afirmou.

De acordo com Lupi, dos R$ 78 bilhões pagos mensalmente pela Previdência, cerca de 24 a 25% retornam ao governo por meio de impostos indiretos. Isso ocorre porque os beneficiários utilizam esses recursos para consumo, gerando receita em diversos setores da economia.

“Todo governo retorna o dinheiro que é o da própria Previdência”, explicou Lupi, destacando que os gastos previdenciários impulsionam a economia em várias frentes, desde a compra de produtos básicos até o pagamento de aluguéis e serviços.

O ministro ressaltou que mais de 75% dos municípios brasileiros, aproximadamente 6 mil, dependem significativamente dos recursos da Previdência Social para sua sobrevivência econômica. Ele argumentou que esse impacto vai além dos beneficiários diretos, afetando positivamente cerca de 20% da população brasileira.

Lupi também abordou o desafio do envelhecimento populacional, sugerindo que o Brasil deveria se inspirar em políticas de países desenvolvidos, como o Japão, que oferecem incentivos adicionais para apoiar a população idosa.

Ao final, o ministro expressou seu desejo de promover um debate mais amplo sobre o tema, criticando a abordagem de “especialistas” que, segundo ele, frequentemente propõem cortes nos gastos previdenciários sem considerar seu impacto socioeconômico abrangente.

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