Juros futuros recuam com tensões EUA-China no radar

Juros futuros recuam com tensões EUA-China no radar

As taxas dos DIs fecharam em baixa nesta sexta-feira (11), refletindo uma sessão positiva para ativos brasileiros em geral, à medida que os investidores realizaram ajustes em posições após quatro dias consecutivos de altas nas taxas de juros futuras, com a guerra comercial entre Estados Unidos e China ainda no radar.

No fim da tarde desta sexta-feira, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2027 estava em 14,37%, ante o ajuste de 14,499% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2028 marcava 14,205%, com queda de 15 pontos-base ante o ajuste de 14,362%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,55%, ante 14,739% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,64%, com recuo de 22 pontos ante o ajuste de 14,867%.

A sessão desta sexta-feira foi marcada por um maior apetite por risco globalmente, com os mercados acionários e moedas de países emergentes se recuperando parcialmente após uma semana marcada por enorme volatilidade e incerteza decorrente da política comercial do presidente dos EUA, Donald Trump.

Na mais recente notícia sobre o tema, a China anunciou mais cedo que elevou a tarifa sobre os produtos norte-americanos para 125%, em resposta à taxa de 145% imposta por Trump sobre o país asiático, em uma nova escalada das tensões após o presidente dos EUA apresentar novas tarifas na semana passada.

A Casa Branca, por sua vez, afirmou nesta tarde que Trump continua otimista com a possibilidade de chegar a um acordo comercial com a China.

No geral, a reação de investidores às tensões comerciais tem sido negativa, com uma crescente percepção de que as medidas acelerarão a inflação global e afetarão o crescimento econômico.

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