As taxas dos DIs fecharam a sexta-feira (21) em alta ante o real, pela segunda sessão consecutiva, com investidores ainda ajustando posições após o Banco Central sinalizar a intenção de desacelerar o ciclo de altas da Selic em maio, numa sessão marcada ainda pela alta do dólar ante o real.
No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 14,955%, ante o ajuste de 14,874% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 14,785%, em alta de 13 pontos-base ante o ajuste de 14,652%.
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,68%, ante 14,563% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,7%, ante 14,602%.
Após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na quarta-feira (19), as taxas dos DIs já haviam registrado avanços firmes no dia seguinte, com parte dos investidores ajustando posições em meio à sinalização da autoridade monetária de que a Selic terá alta menor do que 100 pontos-base em maio.
Nesta sexta-feira os ajustes continuaram.
“Nós viemos de uma sequência boa para ativos de risco, com dólar em baixa, juros em baixa e Ibovespa em alta”, pontuou Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. “Aí veio o Copom, com a sinalização de que vai reduzir o aperto (monetário). Só que isso foi de certo modo antecipado. Agora há um rebote, um ajuste”, comentou.
Na renda fixa, este ajuste se traduziu nesta sexta-feira na elevação das taxas dos DIs, em movimento favorecido ainda pela alta do dólar ante o real e pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries durante a tarde.
Às 10h28 e em outros momentos durante a tarde a taxa do DI para janeiro de 2033 atingiu o pico de 14,76%, em alta de 16 pontos-base.
Os ajustes pós-Copom já se refletem no mercado de opções da B3. A probabilidade precificada nas opções de Copom de elevação de 50 pontos-base da Selic em maio saltou de 57% para 68% de quarta para quinta-feira (20). A chance de alta de 75 pontos-base foi de 8,25% para 12,00%.




