A alta do Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou mais do que o esperado em março, a 0,04%, após avançar 0,87% em fevereiro, em resultado puxado pelo forte recuo dos preços de matérias-primas brutas, de acordo com os dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira (18).
Analistas consultados pela Reuters esperavam uma alta de 0,53% na base mensal.
Em 12 meses, o IGP-10 passou a subir 8,59%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve baixa de 0,26% em março, depois de subir 1,02% no mês anterior.
“Nos preços ao produtor, a incerteza global intensificada pela guerra comercial dos Estados Unidos levou à queda dos preços do minério de ferro em março, impactando a retração do IPA”, disse André Braz, economista do FGV IBRE.
Os itens que mais contribuíram para o resultado do IPA foram minério de ferro (0,42% para -2,12%), bovinos (3,30% para -3,55%) e carne bovina (-3,56% para -4,53%).
A queda no IPA veio na esteira do recuo dos preços no grupo de Matéria-Primas Brutas, que tiveram deflação de 1,36% em março, após subirem 1,49% no mês anterior.




