Um homem condenado por duplo assassinato foi executado por um pelotão de fuzilamento nesta sexta-feira (7), na primeira execução desse tipo nos Estados Unidos desde 2010, conforme informações do Departamento de Correções da Carolina do Sul.
Brad Sigmon, de 67 anos, foi condenado por sequestrar sua ex-namorada e espancar os pais dela até a morte em 2001. Ele foi declarado morto por um médico às 18h08, no horário local, segundo autoridades em entrevista coletiva.
A execução de Sigmon é a quarta por um pelotão de fuzilamento nos EUA desde que a pena de morte foi restabelecida em 1976, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte.
Sigmon escolheu o pelotão de fuzilamento em vez dos outros dois métodos de execução aprovados pela Carolina do Sul: injeção letal ou cadeira elétrica.
Os advogados do detento alegaram que ele enfrentou uma escolha “impossível“ entre os métodos “bárbaros“ usados pelo estado para execução.
A execução por pelotão de fuzilamento recentemente se tornou uma opção no estado para os presos escolherem em vez da cadeira elétrica.
Testemunhas, como repórteres e advogados, assistem à execução por trás de vidros à prova de balas, vendo o perfil direito do preso, segundo o Departamento de Correções da Carolina do Sul. Os rifles e o pelotão de fuzilamento não são visíveis para as testemunhas.
Em 2022, o Departamento de Correções da Carolina do Sul detalhou a configuração da sala e os protocolos de como uma execução por pelotão de fuzilamento seria realizada.
Os rifles usados pelo pelotão de fuzilamento de três integrantes não serão visíveis para testemunhas, informou o departamento na época. Todos os três rifles serão carregados com munição real.
“Acredita-se que o pelotão de fuzilamento cause inconsciência quase instantânea e a morte por hemorragia exsanguinante ocorre logo em seguida“, afirmou o Dr. Jonathan Groner, Professor Emérito de Cirurgia Clínica na Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Ohio.
“Os três ou quatro executores disparando balas de grosso calibre no coração interromperiam instantaneamente o fluxo sanguíneo para o cérebro, o que, como uma parada cardíaca, causa rápida perda da função cerebral“, acrescentou.
De acordo com os protocolos estaduais, Sigmon usou o uniforme fornecido pela prisão e foi amarrado a uma cadeira dentro da câmara da morte.
“Um capuz será colocado sobre sua cabeça. Um pequeno ponto de mira será colocado sobre seu coração por um membro da equipe de execução“, segundo o resumo do protocolo fornecido pelo DOC.
Os três executores são funcionários do Departamento de Correções e se ofereceram para fazer parte da equipe, informou Chrysti Shain, porta-voz do departamento.
O pelotão de fuzilamento atirou a aproximadamente 4,5 metros de distância.
As testemunhas viram o perfil do lado direito do preso condenado, de acordo com o DOC.
Cada um dos executores atirou uma vez com rifles usando balas Winchester TAP Urban .308a.
A bala fornece rápida expansão e fragmentação, acrescentou Shain.
Após os tiros, o preso foi examinado por um médico.
Uma vez declarado morto, uma cortina foi fechada e as testemunhas foram escoltadas para fora, segundo o protocolo.




