O Sport Club do Recife conquistou o tricampeonato pernambucano ao vencer o Retrô nos pênaltis na última quarta-feira (2). O título reafirma o momento de reconstrução vivenciado pelo clube.
A definição da atual fase do Sport como “reconstrução“ foi feita por Guilherme Falcão, vice-presidente de futebol do clube, em entrevista exclusiva. O dirigente destacou os avanços realizados nos últimos anos e a gestão de Yuri Romão, que recolocou a equipe na Série A do Campeonato Brasileiro e ajudou a conquistar o tricampeonato pernambucano.
“A grande palavra do Sport ainda é reconstrução. A gente ainda está no processo de reconstrução do clube, não estamos perto de chegar ao fim desse processo. Isso exige muita coragem“, definiu Falcão.
Apesar do título, o VP ainda acredita que o trabalho feito está longe de ser concluído, até mesmo pelos desafios financeiros e esportivos que o Sport enfrentará ainda em 2025. De acordo com Falcão, apesar dos avanços dentro do clube, o Leão ainda precisa passar por “soluções criativas” em relação aos outros clubes da Série A.
“Em três anos, a gente deixou de ser um time que devia todo mundo, não pagava atleta, não tinha dinheiro para o básico dentro de um ambiente de futebol profissional e hoje a gente tá expandindo, CT, todos os salários em dia, fazendo investimento para aquisição de ativos dentro do mercado“, afirmou Falcão, ressaltando o grande avanço financeiro e administrativo do time.
“A transição orçamentária não acompanha, necessariamente, a necessidade de investimento que a gente vai ter que fazer para formar um time forte para a Série A, mas esse desafio não nos assombrou, a gente conseguiu, através de soluções criativas, rigor orçamentário, busca de novas fontes de receita, revisão dos nossos contratos, ter um orçamento suficiente para o departamento de futebol“, finalizou.
Objetivo esportivo
Assim como fora de campo, o objetivo dentro das quatro linhas está bem definido: uma vaga em uma competição internacional em 2026. De acordo com Falcão, a ideia é conquistar uma vaga de forma tranquila.
“A gente não quer classificar na Sul-Americana na rabeira da tabela, na última rodada. Queremos fazer um campeonato competitivo e figurar nas primeiras páginas da tabela“, completou o diretor.




