Governo segue impopular apesar de aumento expressivo do PIB

Governo segue impopular apesar de aumento expressivo do PIB

A soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil no ano passado alcançou R$ 11,7 bilhões.

O valor representa um aumento de 3,4% em comparação com 2023.

Indústria (3,3%) e Serviços (3,7%) foram os setores com maior contribuição para essa alta. Em contrapartida, a Agropecuária apresentou um recuo de 3,2%, refletindo os impactos de condições climáticas adversas, como a seca.

O IBGE também divulgou o balanço da demanda na economia brasileira.

O consumo das famílias registrou um crescimento de 4,8% em relação a 2023, impulsionado pelo desempenho positivo do mercado de trabalho e pelos programas de transferência de renda do governo federal. No balanço anual, o PIB per capita atingiu R$55.247, o maior valor já registrado no país.

A formação bruta de capital fixo também apresentou crescimento (+7,3%), representando 17% do PIB. Esse indicador revela um aumento nos investimentos produtivos, como maquinário e inovação, embora ainda se mantenha abaixo do patamar necessário para atender ao aumento da demanda interna sem gerar inflação.

Apesar do resultado geral positivo, o último trimestre de 2024 apresentou um crescimento menor (0,2%) em comparação com o restante do ano, indicando uma desaceleração que pode impactar o dinamismo econômico em 2025.

A possibilidade de a economia apresentar um ritmo mais lento às vésperas da eleição de 2026 é motivo de preocupação para o governo.

O governo já implementou uma série de medidas para impulsionar o consumo, como a liberação do saldo retido no FGTS e a criação de uma plataforma para facilitar a contratação de crédito consignado.

No entanto, não há garantia de que a melhora na qualidade de vida da população se traduza em preferência eleitoral.

Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (7) ilustra a dimensão do desafio enfrentado pelo governo.

Apesar do crescimento econômico, a maioria da população – 53% dos entrevistados – desaprova a gestão de Lula. O resultado nominal é 1,6 ponto percentual maior do que o observado no levantamento de janeiro, mas se mantém dentro da margem de erro do estudo.

Desde o início de 2024, a aprovação de Lula registrou uma queda de 7 pontos percentuais.

Rolar para cima