Ataques israelenses mataram pelo menos cinco palestinos na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (19), informaram autoridades de saúde do território. O exército de Israel, que retomou os ataques contra o território, disse que teve como alvo um local militar do Hamas no norte da região.
Três pessoas foram mortas em um ataque aéreo israelense a uma casa no subúrbio de Sabra, na cidade de Gaza, enquanto outro ataque aéreo deixou dois homens mortos e feriu outros seis na cidade de Beit Hanoun, no norte, relataram autoridades de saúde.
O exército israelense afirmou ter atingido um local do Hamas na região norte de Gaza, onde detectaram preparativos para disparos contra o território israelense.
Israel retomou os ataques aéreos um dia antes, enquanto os dois lados trocavam culpas por quebrar o acordo de cessar-fogo e destruir quase dois meses de trégua.
Embarcações navais israelenses atacaram vários barcos que, segundo eles, tinham a intenção de realizar atos “terroristas” de grupos militantes do Hamas e da Jihad Islâmica.
Palestinos contaram que um drone israelense disparou contra vários barcos de pesca na costa da cidade de Gaza, incendiando diversos deles.
Nesta quarta-feira (19), o exército israelense lançou panfletos em áreas em Beit Hanoun e Khan Younis no norte e sul da Faixa de Gaza, ordenando que os moradores fugissem de suas casas, avisando-os de que estavam em “zonas de combate perigosas”.
“Ficar nos abrigos ou na tenda atual coloca suas vidas e as de seus familiares em perigo, saia imediatamente”, alertava um folheto lançado em Beit Hanoun.
Os ataques aéreos israelenses na terça-feira (18) deixaram mais de 400 mortos, segundo autoridades de saúde palestinas, e Israel alertou que o ataque foi “apenas o começo”.
Israel e Hamas acusam um ao outro de violar a trégua, que se manteve amplamente desde janeiro e ofereceu alívio para os 2,3 milhões de habitantes de Gaza, que foi reduzida a escombros.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que ordenou os ataques porque o Hamas rejeitou propostas para garantir uma extensão do cessar-fogo.
O Hamas, que ainda mantém 59 dos cerca de 250 reféns que Israel diz que o grupo capturou no ataque de 7 de outubro de 2023, acusou o governo israelense de colocar em risco os esforços dos mediadores para negociar um acordo permanente para acabar com os combates.
Autoridades do Hamas disseram que continuam interessadas em concluir o acordo de cessar-fogo de três fases conforme assinado.
Homens armados liderados pelo Hamas atacaram Israel naquele dia, matando cerca de 1.200 pessoas e tomando reféns, conforme contagens israelenses.
A campanha de Israel em Gaza matou mais de 48 mil pessoas, informam autoridades de saúde palestinas.




