Após o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmar que pediria asilo nos Estados Unidos, além de se caracterizar como um “exilado político”, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que “não existem exilados políticos no Brasil”.
Isso porque, no país, o exílio é ligado a perseguição política, termo bastante utilizado por pessoas perseguidas na Ditadura Militar (1964-1985).
“Nos últimos 40 anos, não vivemos mais as mazelas do período em que o Brasil não era democrático, não tivemos jornais censurados, nem vozes caladas à força, não tivemos perseguições políticas, nem presos, nem exilados políticos. Não tivemos crimes de opinião ou usurpação de garantias constitucionais. Não mais, nunca mais”, destacou Hugo Motta ontem (19), durante discurso em sessão solene da Câmara, pelos 40 anos da redemocratização brasileira.
O último sábado (15) marcou o aniversário da posse de José Sarney, o primeiro presidente civil do Brasil após 21 anos de ditatura militar.
Eduardo Bolsonaro já alegou, por várias vezes, que o Brasil caminha para uma ditadura do Judiciário e argumentou que decidiu ficar nos EUA para “resgatar liberdades perdidas” do Brasil, sob a justificativa de perseguição.
O irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mencionou, inclusive, que o deputado vai ficar no lá por conta do “Alexandrismo”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).




