A Eletrobras está em negociação com a União para finalizar a redação do termo de conciliação, visando encerrar a ação movida pelo governo no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o poder de voto na empresa. O vice-presidente jurídico da Eletrobras, Marcelo de Siqueira Freitas, informou que o objetivo é concluir a negociação nas próximas duas semanas.
Durante teleconferência nesta sexta-feira (14), o executivo mencionou que a assembleia extraordinária de acionistas, destinada a aprovar os termos finais do acordo com a União, poderá ser convocada para a mesma data da assembleia geral ordinária, agendada para 29 de abril, conforme o calendário da companhia.
“Após a realização da assembleia extraordinária e a aprovação dos termos do acordo, este será imediatamente submetido à homologação do STF, sem expectativa de demora por parte do Tribunal”, afirmou Freitas.
A Eletrobras e a União anunciaram no mês anterior que alcançaram um acordo para encerrar a disputa no STF relacionada ao limite de poder de voto na companhia. O acordo prevê que o governo terá representatividade nos conselhos da Eletrobras, enquanto a empresa reduzirá riscos associados a negócios nucleares, como a isenção da obrigação de aportar recursos para a usina nuclear de Angra 3, caso o projeto avance.
Na teleconferência, os executivos da Eletrobras também abordaram as perspectivas de alocação de capital e remuneração aos acionistas, após o anúncio da véspera, juntamente com os resultados financeiros, da proposta de distribuição de R$ 4 bilhões em dividendos referentes a 2024.
De acordo com o vice-presidente financeiro e de RI, Eduardo Haiama, o atual cenário de maior volatilidade dos preços de energia no Brasil deve levar a companhia a adotar uma estratégia mais “conservadora”.
“Estamos vivenciando um ambiente que tende a ser cada vez mais volátil… Em um cenário como este, devemos atuar de forma bem mais conservadora ao analisar as perspectivas futuras.”




