Dólar sobe com tensões comerciais e dados dos EUA em foco; Ibovespa recua

Dólar sobe com tensões comerciais e dados dos EUA em foco; Ibovespa recua

O Ibovespa ganhou fôlego no começo da tarde desta quinta-feira (13) e fechou as negociações com alta de mais de 1%, influenciada pela alta da Vale, com perspectivas favoráveis ao minério de ferro, e pela elevação da CSN, após divulgar o balanço do 4º trimestre de 2024. As ações dos principais bancos do país também ajudavam a manter o índice referência do mercado brasileiro no verde.

Na contramão, o dólar à vista encerrou em baixa ante o real, pouco abaixo dos R$ 5,80, com as cotações refletindo por um lado as novas ameaças de tarifas pelos EUA e por outro o fluxo de venda de moeda em níveis mais altos.

A bolsa brasileira fechou com alta de 1,43%, aos 125.637,11 pontos. O dólar, por sua vez, finalizou em queda de 0,19%, cotado a R$ 5,7974 na venda.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou mais cedo que “não vai ceder” nas tarifas de 25% sobre aço e alumínio nas importações para o país, prometendo que qualquer disrupção econômica resultante “não serão muito longas”. Além disso, Trump ameaçou impor uma tarifa massiva sobre o álcool europeu em resposta à retaliação da União Europeia contra suas tarifas sobre aço e alumínio em uma escalada retaliatória de uma guerra comercial.

Nesta sessão, os investidores novamente acompanhavam os movimentos no cenário externo, à medida que os mercados globais aguardam novas notícias sobre os planos tarifários do presidente dos EUA, Donald Trump, que continua ameaçando parceiros comerciais com novas taxas de importação.

Os agentes financeiros ainda ponderavam sobre os impactos da mais recente ofensiva comercial de Trump, que implementou efetivamente tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio na véspera, gerando medidas retaliatórias de União Europeia, Canadá, entre outros países.

A preocupação dos mercados é que os conflitos comerciais distorçam as cadeias de suprimentos globais, elevando os preços de diversos produtos e provocando recessão econômica nos EUA e em outras grandes economias.

“Essa decisão (de Trump) tende a deixar os produtos mais caros para os EUA… Uma alta da inflação norte-americana tende a ser combatida com elevação da taxa de juros, o que pressiona a cotação do dólar”, disse Tiago Feitosa, fundador da T2 educação.

Em meio a essas perspectivas, os investidores demonstravam aversão ao risco nos mercados cambiais neste pregão, com o dólar avançando sobre uma série de pares fortes e emergentes, como euro, rand sul-africano e peso chileno.

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