Dólar despenca, Ibovespa sobe e bolsas dos EUA derretem após tarifaço

Dólar despenca, Ibovespa sobe e bolsas dos EUA derretem após tarifaço

O dólar registrou uma forte queda nesta quinta-feira (3), acompanhando o declínio generalizado da moeda americana no exterior. Investidores reagiram ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na véspera, sobre novas tarifas, intensificando os temores de uma recessão global.

Às 13h00, o dólar à vista apresentou uma queda de 1,00%, sendo cotado a R$ 5,6020 na venda. Na quarta-feira (2), o dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,23%, a R$ 5,6963.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal referência do mercado acionário brasileiro, teve uma leve queda de 0,13%, atingindo 131.017,67 pontos.

Os principais índices de Wall Street continuaram em forte declínio nesta quinta-feira. O Dow Jones caiu 3,53%, para 40.735,53 pontos, o S&P 500 perdeu 4,04%, para 5.442,13 pontos e o Nasdaq Composite despencou 5,20%, para 16.685,61 pontos.

Após várias sessões marcadas pela expectativa em torno do anúncio de Trump em 2 de abril, que ele havia classificado como o “Dia da Libertação”, os mercados demonstraram uma forte aversão ao risco nesta quinta-feira. As medidas apresentadas pelo presidente foram mais agressivas do que muitos esperavam.

Trump anunciou na quarta-feira que irá impor uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações para os EUA e taxas mais elevadas sobre alguns dos maiores parceiros comerciais do país, intensificando a guerra comercial iniciada em seu retorno à Casa Branca.

As importações chinesas serão afetadas por uma tarifa de 34%, somada aos 20% já existentes, elevando o novo imposto total para 54%. A União Europeia enfrentará uma tarifa de 20% e o Japão será alvo de uma taxa de 24%. O Brasil também foi incluído, com uma tarifa de 10%.

A tarifa universal de 10%, que exclui determinados produtos, entrará em vigor em 5 de abril, enquanto as taxas recíprocas mais elevadas para os parceiros serão implementadas em 9 de abril. China e União Europeia prometeram responder com medidas retaliatórias.

A grande preocupação dos analistas, como tem sido apontado desde a vitória eleitoral de Trump, é que as tarifas elevem os preços de diversas mercadorias e afetem a atividade econômica, provocando um cenário de “estagflação”.

Com o anúncio de Trump, investidores temem a concretização desse cenário, o que impulsiona a busca por ativos seguros, como o ouro e os títulos do Tesouro dos EUA.

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