O setor de distribuição de aços planos elevou estoques no Brasil em fevereiro na comparação com janeiro e em relação a um ano antes, em meio a um mercado interno com vendas fortes, afirmou a associação Inda nesta quinta-feira (20).
Os estoques dos distribuidores reunidos na entidade somavam 1,06 milhão de toneladas ao final de fevereiro, um crescimento de 16,7% sobre um ano antes e expansão de 2,3% ante janeiro. O volume é suficiente para 3,3 meses de vendas, nível considerado “acima do ideal”, disse o presidente da entidade, Carlos Loureiro, a jornalistas.
“Estamos orientando nossos associados a terem cuidado com os estoques. Em momentos de incertezas como este é um risco especular com estoques”, afirmou o executivo.
As vendas do setor em fevereiro por dia útil foram as maiores para o mês dos últimos 10 anos e uma das maiores de qualquer mês no período, somando 17,9 mil toneladas, disse Loureiro.
As vendas do mês passado somaram 321,8 mil toneladas, crescimentos de 4,7% sobre um ano antes e de 0,5% ante janeiro. No primeiro bimestre do ano, as vendas dos distribuidores acumularam alta de 0,8%, para 642,1 mil toneladas.
Para março, a expectativa do Inda é de crescimento de 3,8% nas vendas ante fevereiro, para 334,1 mil toneladas.
Loureiro afirmou que o nível de prêmio atualmente no Brasil para aços planos laminados a quente é de cerca de 28%, acrescentando que é um nível elevado e que contribui para incentivar importações em um momento em que o dólar acumula uma queda de 8,3% ante o real desde o começo do ano.
O “prêmio” é um jargão do setor siderúrgico para tratar do quão mais caro é o aço nacional em relação ao material importado. Historicamente, prêmios considerados ideais pelo setor siderúrgico são de cerca de 10%.
Diante do cenário, Loureiro afirmou que os preços de aço plano no Brasil devem se manter estáveis “pelo menos nos próximos 30 dias”, diante da pressão da importação e do consumo interno elevado.




