O diretor britânico Dan Reed expressou o receio de que os fãs de Michael Jackson jamais acreditem nas acusações de pedofilia contra o cantor, comparando o grupo a uma seita.
Reed dirigiu o documentário “Deixando Neverland“, lançado em 2019, onde Wade Robson e James Safechuck relatam supostos abusos cometidos por Jackson quando eram crianças. Agora, ele continua a história no filme “Deixando Neverland 2: Sobrevivendo a Michael Jackson“, que estreou recentemente.
Apesar disso, o cineasta duvida que os admiradores do artista mudem de opinião.
“Os crentes fiéis sempre serão crentes fiéis. Mesmo que vissem um vídeo de Jackson abusando de uma criança, nenhuma evidência seria suficiente para mudar o que é quase uma visão religiosa. Eles fazem parte de uma seita. E eu realmente não espero que as pessoas parem de ouvir a música de Michael Jackson”, afirmou em entrevista à Variety.
Michael Jackson foi julgado e absolvido em 2005 de acusações de abuso de menores, negando qualquer conduta inadequada até sua morte em 2009. Desde então, os administradores de seu espólio continuam a refutar as alegações de Robson e Safechuck.
Dan Reed explicou que seu objetivo não é desmerecer a trajetória do cantor, mas sim contar a história das supostas vítimas.
“Esta é a história de dois jovens que decidiram expor algo negativo que aconteceu com eles quando eram crianças, e isso tomou proporções muito maiores do que imaginávamos. Meu objetivo é continuar a retratar fielmente o que aconteceu com esses dois homens em sua jornada. Gostaria que as pessoas soubessem o quão difícil é estar diante de um júri e entender como o abuso sexual de menores realmente acontece, em vez de acreditar nos mitos populares sobre o assunto. Se eu conseguir isso, estarei satisfeito”, disse.
O cineasta reiterou que não tem intenção de “derrubar“ Michael Jackson.
“Meu objetivo nunca foi derrubar Jackson de seu pedestal. O que realmente importa para mim é simplesmente compartilhar a história desses dois caras e tentar contá-la até o fim.”




