Corinthians: especialista explica lesão “incurável“ de Garro

Corinthians: especialista explica lesão "incurável" de Garro

Rodrigo Garro ficará afastado por tempo indeterminado para tratar uma lesão no joelho direito. Apesar de ter atuado na final contra o Palmeiras, na qual o Corinthians sagrou-se campeão, o camisa 8 continua a sentir os efeitos da lesão.

A Dra. Ana Paula Simões, ex-médica da Seleção Brasileira de Futebol Feminino (2005-2015), detalhou a situação do jogador.

“É uma lesão por sobrecarga no tendão do joelho. É muito comum no futebol devido às mudanças de direção [do atleta em campo] e ocorre por microtraumas repetitivos, que excedem a capacidade de regeneração das fibras do tecido”, explicou.

A doutora explica que as fibras do tendão se degeneram gradualmente até que os movimentos do jogador causem o rompimento delas.

Segundo a especialista, existem tratamentos possíveis para o caso de Garro. Um deles é o gerenciamento de carga, ajustando a intensidade e o volume dos treinos. Além disso, é necessário que o jogador realize exercícios que estimulem a regeneração dos tendões, auxiliando na resistência e aliviando as dores.

Ainda em março, após a classificação contra o Santos, Rodrigo Garro admitiu estar jogando com dor. De acordo com a especialista, entrar em campo sem estar 100% pode causar mais danos.

“O problema de jogar com dor é descompensar as outras estruturas que estavam íntegras. Ele pode gerar uma degeneração mais grave do tendão e evoluir para uma fissura, depois uma rotura parcial, e então uma rotura total, que nesse caso é cirúrgico”, alertou.

Não é possível estimar um prazo para a recuperação total de Rodrigo Garro, segundo a Dra. Ana Paula. Por ser uma lesão de esforço, qualquer sobrecarga no joelho pode fazer com que o argentino volte a sentir dores.

“Se o atleta adere ao tratamento, depende do sono, da genética, da alimentação. É muito difícil programar, ainda mais se continuam permitindo que o atleta jogue, é como consertar um carro em movimento”, afirmou.

“Ele pode demorar de 6 a 8 semanas, mas, dependendo do caso, se for mais avançado, de 3 a 6 meses, é muito complexo. O atleta precisa saber se adequar, porque ele pode ficar bem, mas, se fizer um estímulo muito mais forte em um jogo, terá uma recidiva”, finalizou.

A Dra. Ana Paula analisou qual é o melhor tratamento para evitar novas ocorrências.

“O mais importante de tudo é controlar a carga e realizar uma reabilitação bem específica. Fazer fisioterapia duas vezes ao dia, usar tudo o que for possível para que esse tendão retome a força que tinha”, concluiu.

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