Quatro contrabandistas, que se declararam culpados de acusações de posse ilegal e tráfico de animais selvagens vivos, voltaram ao tribunal nesta terça-feira (15) para serem julgados após uma tentativa de transporte de milhares de formigas vivas do Quênia para venda em mercados de animais exóticos na Europa e na Ásia.
O caso envolveu dois belgas, um vietnamita e um queniano, e já é considerado um marco para o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).
O serviço informou que as autoridades interceptaram formigas-rainhas vivas, incluindo da espécie Messor Cephalotes, também conhecida como formiga-colheitadeira-gigante-africana, que estavam escondidas em tubos de ensaio e seringas modificadas.
Um documento judicial afirma que as autoridades interceptaram cerca de 5 mil formigas-rainhas embaladas em 2.244 contêineres, com um valor de mercado de cerca de 1 milhão de xelins quenianos (cerca de R$45.960,33).
O tribunal adiou o caso para o dia 23 de abril, data em que analisará os relatórios de pré-sentença do Serviço de Vida Selvagem, dos Museus Nacionais do Quênia e do agente de condicional. Atualmente, enquanto aguardam a decisão do júri, os contrabandistas estão presos no país africano.
Uma fonte do comércio de formigas disse que os fornecedores precisavam de uma licença do Serviço de Vida Selvagem e de um certificado sanitário para exportar as formigas Messor Cephalotes, além de que a espécie, nativa do Quênia, era muito procurada e difícil de obter.
A fornecedora britânica AntsRUs descreveu que muitas pessoas sonham com essa espécie, e que ela é “verdadeiramente incrível de se observar visualmente”:
“Messor Cephalotes é a espécie dos sonhos de muitas pessoas. As rainhas têm cerca de 20 a 24 mm de comprimento e uma bela coloração vermelha e marrom/preta”, explicou.
A AntsRUs lista o preço de uma rainha viva dessa espécie em 99,99 libras (cerca de R$779,08), embora elas estejam fora de estoque no momento.




