Combate ao autoritarismo exige mais informação, diz especialista

Combate ao autoritarismo exige mais informação, diz especialista

A jornalista Lygia Maria, doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, defende que a melhor forma de combater discursos autoritários é através da ampliação da informação, não da sua limitação.

A jornalista argumenta que a legislação brasileira já prevê crimes relacionados à liberdade de expressão, como calúnia, ameaça e difamação.

Segundo a especialista, “para você combater discursos autoritários, você não tem que limitar a informação, você tem que ampliar a informação”. Em entrevista, ela enfatizou a necessidade de mais espaços e discursos que mostrem os perigos de ideias autoritárias e fascistas.

Lygia aponta para uma tendência preocupante de “judicializar muito a linguagem” e um crescente “medo das palavras” na sociedade atual. Ela observa que esse fenômeno se estende além das redes sociais, atingindo também as universidades, com números crescentes de casos de linchamentos virtuais.

A jornalista alerta para os riscos de tentar proibir discursos considerados antidemocráticos, destacando a complexidade e amplitude desses conceitos. Ela sugere que, em vez de censura prévia, casos específicos devem ser avaliados posteriormente, quando alguém se sente ofendido e recorre à Justiça.

Regulação e liberdade de expressão

A discussão também aborda as tentativas de regulação da liberdade de expressão na internet, especialmente na União Europeia. Lygia menciona críticas feitas por pensadores libertários a essas iniciativas, que podem resultar na proibição de candidaturas políticas consideradas contrárias a certas posturas oficiais.

Ela ressalta a importância de adaptar princípios de liberdade de expressão ao contexto das redes sociais. Lygia defende um equilíbrio entre combater discursos perigosos e preservar a liberdade de expressão, fundamental para uma sociedade democrática.

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