A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou o ministro Alexandre de Moraes e votou para manter a delação do coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
“A delação é uma porta que se abre e vemos o que está nesse ambiente”, argumentou a ministra nesta terça-feira (25), no primeiro dia de julgamento da Corte para decidir se irá acolher a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 7 pessoas.
O pedido de cancelamento da delação de Cid foi, por fim, negado por unanimidade. Nenhum ministro votou a favor da exclusão do depoimento.
A defesa do ex-mandatário pediu que o acordo de colaboração premiada fosse excluído da ação.
De acordo com o advogado do ex-mandatário, Celso Vilardi, a defesa não teve acesso à “completude da mídia das provas” que basearam a denúncia da PGR e a investigação da Polícia Federal (PF).
“É verdade que todos os elementos estão nos autos, a conversa de Cid está nos autos, o que não está é a completude da mídia”, disse.
A defesa do militar afirmou que Cid “serviu à Justiça” ao realizar a delação premiada que embasou parte da investigação sobre um plano de golpe em 2022.
“Cid é o colaborador, ele apenas serviu à Justiça. Trouxe à sua contribuição, a sua parcela de contribuição, para orientar e informar, simplesmente isso”, destacou o advogado Cezar Bitencourt.




