O aumento no preço do grão de café tem estimulado o surgimento de produtos que imitam o sabor do café, conhecidos popularmente como ‘cafake’. De acordo com as normas do Ministério da Agricultura, só pode ser considerado café o produto em grão ou moído com, no mínimo, 99% de café em sua composição.
O chamado ‘cafake’ não segue padrões. Sua composição pode incluir polpa, outros tipos de grãos, resíduos vegetais como galhos, além de aromatizantes e corantes que imitam o sabor e a aparência do café verdadeiro.
É essencial que os consumidores estejam atentos às informações contidas nos rótulos. O café autêntico é identificado pela descrição “café torrado e moído”, enquanto os produtos alternativos geralmente apresentam termos como “pó para preparo de bebida sabor café”.
A legislação brasileira permite que o café contenha até 1% de impurezas naturais da lavoura, como galhos, folhas e cascas, e também matérias estranhas, como pedras, areia e sementes de outras espécies vegetais (incluindo ervas daninhas).
Por outro lado, a inclusão de elementos estranhos é totalmente proibida. Entre eles, estão grãos ou sementes de outros gêneros (como milho, trigo ou cevada), além de corantes, açúcar, caramelo e borra de café solúvel ou de infusão.
Existem ainda ‘cafake’ que não contêm café em sua composição. Em geral, são feitos à base de cevada, milho ou outros ingredientes semelhantes. Muitos desses itens incluem aromatizantes, o que os caracteriza como ultraprocessados, bastante diferentes do pó de café tradicional consumido no Brasil.
O preço do café moído segue em trajetória de alta. Nos 12 meses encerrados em março, houve um aumento significativo, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).




