Documento apresentado pelo governo brasileiro ao Representante de Comércio dos Estados Unidos aponta que a tarifa sobre o aço aplicada pelo governo norte-americano viola regras legais da Organização Mundial do Comércio (OMC) e pode alimentar uma espiral negativa de medidas recíprocas com potencial de prejudicar severamente a relação entre os dois países.
O documento, que é público, foi apresentado em uma consulta aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) em fevereiro para que empresas, cidadãos e outros interessados nas questões tarifárias pudessem enviar suas questões.
O documento brasileiro foi oficialmente apresentado pelo governo aos técnicos norte-americanos na primeira rodada de negociações dos dois países.
No texto, o Brasil reconhece os esforços do governo dos EUA em promover desenvolvimento industrial e a criação interna de empregos, mas salienta que essas medidas deveriam seguir os acordos atuais existentes entre os dois países.
“O Brasil urge que os Estados Unidos deem prioridade ao diálogo e cooperação em vez da imposição unilateral de restrições comerciais, que trazem o risco de alimentar uma espiral negativa que pode prejudicar severamente nossa relação comercial mutuamente benéfica”, diz o texto.
O governo brasileiro ressalta ainda que todas as tarifas aplicadas na importação de produtos pelo Brasil seguem os parâmetros da OMC, inclusive a do etanol, citado nominalmente pelo governo dos EUA como uma tarifa alta — 18%.




