Fontes da Polícia Federal (PF) ligadas à investigação sobre a falsificação do cartão de vacina do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avaliam que a decisão de pedir o arquivamento do inquérito é “prematuro”.
Apesar disso, os agentes federais ouvidos reforçam o respeito pela avaliação jurídica do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
Integrantes da corporação defendem que há indícios e elementos comprobatórios que apontam uma ligação entre falsificar o documento e a tentativa de golpe de Estado.
O relatório final sobre a falsificação do cartão apresenta mensagens trocadas e até a impressão do documento em uma impressora no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.
Ao fazer os indiciamentos, a PF apontou que as provas apresentadas na investigação “revelaram o processo de materialização no mundo real dos objetivos da Associação ora investigada, transbordando sua atuação para além da esfera virtual. No entanto, seja nas redes sociais, seja na prática de atos concretos de inserções de dados falsos de vacinação contra a Covid-19, o elemento que une seus integrantes está sempre presente, qual seja, a atuação no sentido de proteger e garantir a permanência no poder das pessoas que representam a ideologia professada”.




