A compensação fiscal, os valores, a negociação política e o impacto na inflação da proposta de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil geram dúvidas aos agentes do mercado financeiro.
O governo federal apresentou, nesta terça-feira (18), a nova tabela de isenção do IR. Caso a proposta seja aprovada no Congresso Nacional, pessoas que ganham até R$ 5 mil serão isentas do tributo a partir de 2026.
Economistas e analistas afirmam que a proposta de ampliação da isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil é bem-vinda por trazer um ajuste econômico a milhões de famílias e por apresentar uma compensação fiscal junto com o projeto de isenção.
“O problema é que o diabo sempre mora nos detalhes”, disse o economista-chefe da Warren, Felipe Salto, em entrevista ao Money.
“Então, a pergunta que se coloca é: a tributação sobre os mais ricos vai ser suficiente para compensar o custo da isenção? O Congresso vai aprovar esse projeto para garantir essa neutralidade? Essas dúvidas ainda permanecem”, acrescentou.
Salto afirma que o texto legal ainda não é conhecido pelo mercado, e que as análises preliminares são feitas com base nas informações divulgadas pelo governo federal.
No documento enviado pela Receita, essa tributação valerá somente para renda anual acima de R$ 1,2 milhão. O Fisco explica que, entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão, o percentual será crescente (de zero a 10%).
O governo trouxe ainda alguns exemplos sobre como funcionará a tributação:
Executivo (Renda anual: R$ 650 mil) – Tributação mínima: 0,83%
Investidora (Renda anual: R$ 780 mil) – Tributação mínima: 3%
Empresário (Renda anual: R$ 850 mil) – Tributação mínima: 4,16%
Sócio (Renda anual: R$ 985 mil) – Tributação mínima: 6,42%
Proprietária (Renda anual: R$ 1,25 milhão) – Tributação mínima: 10%




