Três homens foram condenados a mais de 70 anos de prisão pelo assassinato de um jogador de futebol pernambucano, ocorrido no bairro Santa Inês, no Acre. A sentença foi proferida pelo juiz Fábio Farias nesta quarta-feira (23).
Os réus foram condenados a um total de 77 anos de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, constrangimento ilegal, corrupção de menores e por integrarem ou promoverem organização criminosa. O julgamento foi realizado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco.
O juiz considerou que houve “indícios suficientes de autoria” do crime, após a apresentação das provas e o depoimento das testemunhas. O magistrado destacou a “frieza e brutalidade” do assassinato.
O Júri também reconheceu as qualificadoras de motivo torpe e utilização de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, resultando na imposição de penas mais graves.
O crime ocorreu em 31 de março de 2024. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Acre (MPAC), os condenados e três adolescentes teriam invadido uma festa no bairro Santa Inês para encontrar supostos integrantes de uma facção rival.
A denúncia aponta que os réus teriam constrangido sete pessoas que não moravam no bairro e vasculhado seus telefones celulares em busca de qualquer indício de que pertencessem a uma organização criminosa “inimiga”.
O jogador de futebol pernambucano morto, que estava na festa para participar de uma competição amadora, teve imagens identificadas em seu celular onde fazia “o número 2” com os dedos. Embora seja um símbolo amplamente associado à vitória (o “V” de Vitória), o gesto foi confundido com o mesmo adotado por uma facção que atua no estado do Acre, cujos membros se apropriaram e deturparam o real significado do sinal.
Ainda segundo o MP, os denunciados deixaram as outras vítimas saírem ilesas, por não terem encontrado vestígios de envolvimento com organização criminosa em seus telefones pessoais.




