Em vídeo, Wagner Moura diz que Glauber Braga é alvo de perseguição política

Em vídeo, Wagner Moura diz que Glauber Braga é alvo de perseguição política

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) recebeu na noite de quarta-feira (16) o apoio do ator Wagner Moura.

Em um vídeo, o artista se solidarizou com a greve de fome realizada pelo deputado em protesto à eventual cassação de seu mandato.

Para Moura, o parlamentar é alvo de uma “perseguição política”.

“Esse movimento de cassação do mandato de Glauber tem um evidente teor de perseguição política. É muito claro, não é preciso investigar muito para ver”, afirmou Wagner Moura.

O vídeo foi divulgado pela equipe do deputado.

O ator também afirmou que Glauber é uma “figura de coragem” que está lutando por sua “dignidade” e a manutenção de seu mandato.

O movimento é um protesto contra a decisão do Conselho de Ética da Câmara que aprovou um parecer que pede a cassação de seu mandato.

A decisão ainda pode ser alvo de recurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas a defesa de Glauber ainda não apresentou um pedido.

O prazo para recorrer no colegiado é até 22 de abril.

De acordo com a assessoria do deputado, a greve de fome já dura mais de 200 horas.

Glauber tem ingerido água e soro.

Ele “está em boas condições de saúde” e tem seguido as orientações médicas.

As visitas ao parlamentar estão restritas, mas, nos últimos dias, ele recebeu o apoio de ministros do governo Lula, parlamentares da base governistas, sindicalistas e movimentos sociais.

Glauber é acusado de empurrar e expulsar um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) do Congresso Nacional durante uma confusão em 2024.

Na ocasião, o parlamentar chegou a chutar o homem, que, segundo a defesa do deputado, teria proferido xingamentos contra Glauber e integrantes da sua família.

Parlamentares do PSOL articulam uma solução para que o caso não chegue ao plenário da Casa.

A liderança do PT também tem atuado para dialogar com demais líderes.

Deputados aliados afirmam que o resultado no Conselho de Ética é uma retaliação ao partido pelas denúncias feitas contra o orçamento secreto e o ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Se a cassação for aprovada no plenário, Glauber perderia o mandato e poderia ficar inelegível por oito anos.

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