Caso Gritzbach: força-tarefa indicia 3 PMs pela execução do delator do PCC

Caso Gritzbach: força-tarefa indicia 3 PMs pela execução do delator do PCC

A força-tarefa responsável pela investigação da morte de Antônio Vinícius Gritzbach, delator do PCC, indiciou três policiais militares nesta terça-feira (11). Os indiciados são o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues – apontados como executores – e o tenente Fernando Genauro da Silva, que dirigia o carro usado no momento da execução.

Os três acusados, que estão presos no presídio militar Romão Gomes, na zona Norte de São Paulo, foram indiciados por homicídio quintuplamente qualificado. A informação foi confirmada pela delegada Ivalda Aleixo, responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e integrante da força-tarefa montada pelo Governo do Estado de São Paulo.

As qualificadoras do homicídio são:

Motivo Torpe: o local escolhido para a execução de Gritzbach tinha o objetivo de gerar pânico e demonstrar o poder da facção criminosa;

Perigo Comum: uso de armas de calibre restrito em local de grande movimentação, o Aeroporto de Guarulhos, durante o dia;

Emboscada: a ação dificultou a defesa da vítima, que estava na presença da sua namorada;

Ocultação e impunidade: o crime teria sido cometido com o objetivo claro de ocultar outros crimes;

Uso de Armas Restritas: os criminosos utilizaram calibres 7.62×39 e .556 NATO.

Além de Antônio Vinícius, o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais também foi morto durante a ação, atingido por um tiro de fuzil na região das costas enquanto trabalhava no local. Além dos homicídios, os policiais militares também devem enfrentar a acusação de “associação criminosa”.

A força-tarefa também pediu a conversão das prisões temporárias dos três policiais em prisão preventiva.

Na sexta-feira (14), o relatório final da força-tarefa deve ser entregue ao Ministério Público, solicitando as prisões preventivas de Emílio Carlos Gongorra, o “Cigarreira”, e Diego Amaral, o Didi, mandantes do crime. Kauê do Amaral, olheiro que atuou no dia da execução, também deve ser incluído no pedido.

A investigação aponta que o trio está escondido na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, com o apoio do Comando Vermelho.

O assassinato ocorreu próximo do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos, por volta das 16h10 do dia 8 de novembro de 2024.

A polícia informou que cerca de cinco indivíduos desembarcaram de um veículo preto e efetuaram os disparos contra o empresário. Um carro com as características foi localizado abandonado em uma avenida próxima ao aeroporto.

Imagens do circuito de segurança do aeroporto mostram dois homens descendo de um carro, na área de embarque e desembarque, enquanto o delator se preparava para entrar em um veículo. Gritzbach percebe o movimento após o primeiro disparo e tenta pular a mureta, mas é atingido pelos disparos.

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