O Brasil sediará, entre os dias 10 e 21 de novembro, a COP30 em Belém do Pará, o que representa uma oportunidade de protagonismo no cenário global no que diz respeito a medidas de combate às mudanças climáticas.
Nesta terça-feira (11), a ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, reforçou o posicionamento já expresso anteriormente de que a Cúpula não é “festa”, nem “Copa do Mundo”.
“COP30 não é festa, não é Copa do Mundo, não é Olimpíada. […] Tem que ser uma COP sóbria”, afirmou a ministra durante uma aula magna na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na última segunda-feira (10), a ministra já tinha se posicionado nesse sentido, ao afirmar que a COP deve ser sóbria, e não promocional.
“É uma COP de sobriedade, é muito trabalho e muita capacidade de dialogar com 195 países. Não é fácil, é um prejuízo muito grande, mas o mundo tem que fazer o dever de casa”, destacou durante a aula.
“É um processo que envolve uma agenda pesada de negociação, uma agenda pesada de mobilização. […] E envolve também, igualmente, uma agenda muito forte de diplomacia climática”, continuou.
De acordo com Marina, o mundo ainda “não conseguiu dar conta do recado” e por isso a importância da Cúpula.
“O mundo está em estado de emergência. […] Não basta fazer a gestão do desastre quando ele acontece, é preciso fazer a gestão do risco”, destacou.




