Inflação segue disseminada e sem sinal de alívio, dizem especialistas

Inflação segue disseminada e sem sinal de alívio, dizem especialistas

A alta de 0,56% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra que o indicador oficial de inflação do país está disseminado e deve seguir pressionado no curto prazo, segundo especialistas ouvidos.

Esse foi o maior IPCA para um mês de março desde 2003 (0,71%). O grande vetor para o resultado, de acordo com os economistas, foi a variação do preço dos alimentos.

“Quando olhamos os últimos 5 anos, vemos que os alimentos subiram mais que a inflação média. A taxa acumulada só se distancia da inflação média, com os alimentos ocupando um espaço cada vez maior no orçamento familiar, e uma queda um pouco mais consistente vai demorar. Não há sinais de que preços de alimentos importantes vão começar a cair e aliviar a conta dos consumidores”, afirmou André Braz, coordenador de preços da FGV Ibre.

Braz explicou que as despesas relacionadas a serviços e preços administrados tiveram um pequeno recuo, o que sinaliza que a política monetária do Banco Central está fazendo efeito, especialmente sobre bens duráveis. Ainda assim, a pressão sobre a alimentação não cede e não tem perspectiva de recuar neste momento.

“A conta do supermercado ainda não vai ficar barata. As fontes de pressão agora diminuíram, pelo menos as proteínas saíram um pouco de cena, mas os alimentos in natura estão ganhando espaço maior por efeitos climáticos”, acrescentou.

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