Navios de guerra do Irã, China e Rússia iniciaram os exercícios conjuntos anuais no Golfo de Omã nesta segunda-feira (10), reforçando laços militares.
Os exercícios “Security Belt-2025”, que acontecem perto do porto iraniano de Chabahar, são o quinto exercício naval conjunto que o Irã, a China e a Rússia realizam desde 2019, segundo a mídia estatal chinesa.
Analistas veem os exercícios como uma demonstração da crescente parceria entre as três potências, à medida que buscam compensar a influência de outras potências.
Questionado sobre os exercícios no domingo (9), o presidente disse que “não está nem um pouco” preocupado com a demonstração de força dos três países.
“Somos mais fortes do que todos eles. Temos mais poder do que todos eles”, ele falou.
Preocupações têm aumentado sobre a parceria estratégica emergente entre China, Rússia, Irã e Coreia do Norte.
O receio é que uma hostilidade compartilhada esteja cada vez mais levando esses países a trabalharem juntos, amplificando a ameaça que representam.
O relacionamento militar entre a Rússia e a Coreia do Norte se fortaleceu consideravelmente no último ano.
Os exercícios também acontecem em meio à tensão crescente entre os EUA e o Irã.
O Golfo de Omã é uma porta de entrada crucial que conecta o Oceano Índico e o Estreito de Ormuz, por onde passa mais de um quarto do petróleo comercializado por via marítima do mundo.
Os Estados Unidos mantêm a própria presença significativa na região por meio da Quinta Frota, que está baseada no vizinho Bahrein.
O Ministério da Defesa da Rússia relatou que os exercícios navais conjuntos envolverão 15 navios de combate, embarcações de apoio e canhoneiras, bem como helicópteros, segundo a agência de notícias estatal TASS.
“O lado russo é representado pelas corvetas Rezky e Russian Hero Aldar Tsydenzhapov e pelo petroleiro Pechenega da Frota do Pacífico”, disse o ministério.
Enquanto isso, a China enviou o destróier de mísseis guiados Tipo 052D Baotou e o navio de suprimentos Gaoyouhu de uma força-tarefa de escolta naval próxima para participar do exercício, anunciou o Ministério da Defesa chinês em um comunicado.
Os exercícios, com o objetivo de “aumentar a confiança militar e fortalecer a cooperação prática”, incluirão ataques simulados a alvos marítimos, operações de visita-abordo-busca-apreensão e exercícios de busca e salvamento, acrescentou o ministério.
O Irã enviou uma corveta de mísseis furtivos e um navio patrulha, segundo a mídia estatal iraniana.




