Defesa da Síria diz que operação contra aliados de Assad terminou

Defesa da Síria diz que operação contra aliados de Assad terminou

Uma operação militar síria contra aliados do presidente deposto, Bashar al-Assad, foi concluída, informou o Ministério da Defesa do país nesta segunda-feira (10), após os combates mais intensos desde que os ex-rebeldes tomaram o poder há três meses.

Os confrontos entre os partidários de Assad e os novos governantes islâmicos do país, na região costeira do ex-presidente, mataram mais de mil pessoas, a maioria civis, conforme um grupo de monitoramento de guerra.

A violência aumentou as preocupações sobre o rumo da Síria, onde os ex-rebeldes sob o comando de Ahmed al-Sharaa, líder do grupo Hayat Tahrir al-Sham, estão tentando unificar um país dividido e, ao mesmo tempo, lidar com o envolvimento de vizinhos poderosos.

Desde a derrubada de Assad, grupos apoiados pela Turquia entraram em confronto com as forças curdas que controlam grande parte do nordeste da Síria.

Israel atacou separadamente instalações militares no país e está fazendo lobby com os Estados Unidos para manter o território fraco, disseram fontes à Reuters.

Hassan Abdul Ghany, porta-voz do Ministério da Defesa, afirmou em um comunicado na rede social X que as instituições públicas agora podem retomar o trabalho e prestar serviços.

“Estamos preparando o caminho para que a vida volte ao normal e para a consolidação da segurança e da estabilidade”, afirmou Abdul Ghany.

Ele acrescentou que há planos para continuar combatendo os remanescentes do antigo governo e eliminar quaisquer ameaças futuras.

Sharaa prometeu no domingo (9) caçar os autores dos violentos confrontos e exclamou que responsabilizará qualquer um que ultrapasse a autoridade dos novos governantes.

O gabinete de Al-Sharaa também afirmou que estava formando um comitê independente para investigar os confrontos e as mortes cometidas por ambos os lados.

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