Os preços ao consumidor da China caíram pelo segundo mês consecutivo em março e a deflação nos portões das fábricas se intensificou, no momento em que a escalada da guerra comercial com os Estados Unidos aumentou as preocupações com o aumento exportações não vendidas, o que pode reduzir ainda mais os preços domésticos.
A segunda maior economia do mundo teve um início irregular este ano. O aumento incipiente das vendas no varejo e a expansão robusta da atividade industrial foram compensados pela alta do desemprego e pelas pressões deflacionárias, alimentando os pedidos por mais estímulos.
O índice de preços ao consumidor caiu 0,1% no mês passado em relação ao ano anterior, mostraram os dados do Escritório Nacional de Estatísticas nesta quinta-feira (10), em comparação com recuo de 0,7% em fevereiro. A expectativa em pesquisa da Reuters era de que os preços permaneceriam estáveis.
“As pressões deflacionárias persistiram no mês passado e quase certamente se aprofundarão nos próximos trimestres, à medida que se torna mais difícil para as empresas chinesas exportarem seu excesso de oferta”, disse Julian Evans-Pritchard, chefe de economia da China na Capital Economics.
Os dados fracos foram divulgados em uma semana turbulenta para a economia global, com os mercados financeiros agitados após a entrada em vigor das tarifas dos EUA contra todos os seus parceiros comerciais.
Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha dado um alívio parcial na quarta-feira ao recuar algumas tarifas, sua decisão de continuar aumentando as taxas sobre a China apenas intensificou a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.




