Juros futuros desaceleram com pausa em tarifas, mas ainda fecham em alta

Juros futuros desaceleram com pausa em tarifas, mas ainda fecham em alta

As taxas dos DIs desaceleraram nesta quarta-feira (9) após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma pausa de 90 dias na cobrança de tarifas adicionais sobre uma série de países, mas ainda assim terminaram em alta, refletindo as tensões trazidas pela escalada da guerra comercial.

Após chegarem a subir mais de 30 pontos-base pela manhã, as taxas futuras terminaram a sessão com altas mais modestas, após Trump dar um passo atrás.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 14,83%, ante o ajuste de 14,757% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 14,505%, em alta de 18 pontos-base ante o ajuste de 14,326%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,64%, em alta de 8 pontos-base ante 14,56% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,74%, ante 14,674%.

Pela manhã, as taxas futuras dispararam acompanhando o avanço firme dos yields dos Treasuries e do dólar ante o real naquele momento, com o mercado repercutindo o anúncio de que a China elevaria para 84% a tarifa sobre os produtos dos EUA, após Washington começar a cobrar 104% dos itens chineses.

O cenário mudou à tarde, quando Trump anunciou pausa de 90 dias nas tarifas direcionadas a uma série de países, para que eles possam negociá-las durante este período. Ao mesmo tempo, Trump elevou mais uma vez, para 125%, as tarifas contra a China e manteve a cobrança de uma taxa geral de 10% sobre quase todas as importações dos EUA.

O prazo de 90 dias foi bem recebido pelos mercados: os índices de ações dispararam ao redor do mundo, o dólar despencou ante divisas de exportadores de commodities e os rendimentos dos Treasuries desaceleraram os ganhos.

Na renda fixa brasileira, as taxas chegaram a voltar para a estabilidade entre os contratos mais longos e renovaram mínimas nos curtos. Após marcar 14,65% (+32 pontos-base) pela manhã, a taxa do DI para janeiro de 2027 atingiu a mínima de 14,36% (+3 pontos-base) às 14h22, logo após o anúncio de Trump.

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