O yuan chinês fechou em seu nível mais fraco em mais de 17 anos nesta quarta-feira (9), após sua contraparte offshore cair para uma mínima histórica durante a noite, enquanto a intensificação da guerra comercial sino-americana abalava os mercados cambiais.
O yuan onshore encerrou o pregão doméstico a 7,3498 por dólar, seu fechamento mais fraco desde dezembro de 2007.
As quedas ocorrem em meio à intensificação da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. As tarifas “recíprocas” do presidente americano, Donald Trump, sobre dezenas de países entraram em vigor na quarta-feira, incluindo impostos massivos de 104% sobre produtos chineses.
Os principais líderes da China planejam se reunir já na quarta-feira para definir medidas para impulsionar a economia e estabilizar os mercados de capitais, disseram pessoas com conhecimento do assunto.
Apesar da pressão tarifária, o banco central chinês não permitirá quedas acentuadas do yuan e solicitou aos principais bancos estatais que reduzam as compras de dólares americanos, disseram fontes com conhecimento direto do assunto na quarta-feira.
“A menos que sejam revertidos, os últimos aumentos de tarifas dos EUA significam que as remessas da China para os EUA cairão mais da metade nos próximos anos, mesmo supondo que o renminbi se desvalorize para 8 por dólar”, afirmou a Capital Economics em nota a clientes.
“Isso reduzirá o PIB da China em algo entre 1,0% e 1,5%, dependendo da extensão do redirecionamento (das exportações para outros países). É um impacto maior do que havíamos previsto, mas será provavelmente compensado por uma nova expansão do apoio fiscal.”
O yuan offshore reduziu as perdas e subiu cerca de 0,7%, para 7,3769 yuans por dólar no comércio asiático, após cair mais de 1% na sessão anterior e atingir sua mínima histórica de 7,4288 durante a noite.




