A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) abriu uma nova oportunidade de negociação voltada especialmente a grandes empresas com débitos a partir de R$ 50 bilhões com o Fisco federal.
Por meio do Programa de Transação Integral (PTI), regulamentado pela portaria 721/25, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (7), prevê descontos de até 65% e parcelas de 120 meses. A expectativa é conseguir negociar mais de R$ 300 bilhões.
Segundo o ex-PGFN Ricardo Soriano, sócio do Figueiredo & Velloso, esta oportunidade oferece melhores condições de pagamento — como descontos e prazos mais longos — com base em critérios que vão além da simples capacidade de pagamento.
A nova abordagem leva em conta fatores que indicam as chances da Fazenda Nacional conseguir reverter a cobrança em juízo.
“Em especial, as chances, na visão da PGFN, de que o contribuinte venha a afastar, judicialmente, e de forma total ou parcial, a cobrança que vem sofrendo”, explica Soriano.
Outros critérios são o tempo de suspensão da dívida por decisão judicial, a duração da disputa e os custos estimados para a manutenção do processo.
Não há resposta única sobre a adesão ser vantajosa ou não. Soriano destaca que a análise deve ser feita caso a caso, levando em conta as condições oferecidas, os custos do litígio e a necessidade de certidão negativa de débitos.
“Essa dúvida demanda avaliação do caso concreto”, afirma.
As novas regras são especialmente atrativas para grandes empresas com disputas judiciais em andamento e pouca perspectiva de vitória. Também beneficiam empresas com capacidade financeira elevada, que geralmente não teriam acesso a descontos em outras modalidades.
“Essa pode ser uma boa oportunidade para buscar a negociação com a PGFN”, diz.




